O Ultrassom na estética

O ultrassom é uma modalidade terapêutica frequentemente utilizada na prática da fisioterapia e também na estética

4 de setembro de 2013 por Lia Capez

Com ampla aplicabilidade na área da saúde, o ultrassom é uma modalidade terapêutica frequentemente utilizada na prática da fisioterapia e também na estética.

Na prática estética, temos os seguintes tipos de ultrassons:

  • Ultrassom terapêutico: 1MHz
  • Ultrassom estético: 3 MHz
  • Ultrassom de alta potência: 3 cristais

Os ultrassons são equipamentos que emitem frequências acima de 20KHz, não efetivamente em forma de corrente elétrica, mas como corrente mecânica, isto é, a corrente elétrica passa por um cristal piezoelétrico (feitos de cerâmica, quartzo, etc), localizado no cabeçote do aparelho, que quando submetido a uma pressão, não altera sua estrutura mas sofre oscilações mecânicas. Essas oscilações emitidas viajam pelos tecidos internos, produzindo determinados efeitos. O modo contínuo das ondas sonoras do aparelho promove um aumento de temperatura na região aplicada enquanto que no pulsado, isso não acontece. Assim sendo, devemos optar pelo modo pulsado somente em tratamentos de pós-operatório imediato, nos tratamentos e/ou prevenções de fibrose.

O ultrassom pode provocar três tipos de efeitos: o térmico, que provoca o aumento da vascularização do tecido melhorando a oxigenação local, o químico, que provoca a produção de colágeno e fibras elásticas melhorando a firmeza da pele e o mecânico provocando o aumento da penetração de ativos cosméticos (fonoforese), melhorando a penetração e desempenho dos produtos.

Estudos demonstram que o ultrassom tem pouca ou nenhuma atividade no tecido adiposo. As ondas sonoras produzidas se dispersam facilmente, não alcançando profundidade suficiente para atingir as células de gordura e realizar a lipólise do tecido, diferentemente do que acontece com aparelhos de ultracavitação, que emitem ondas mais focadas e profundas. A energia destes aparelhos, que são ultrassons focados, produz cavitação resultando na ruptura da célula de gordura, preservando nervos e vasos sanguíneos.

A melhor eficácia dos equipamentos de ultrassom comuns está na melhora das fibroses e celulite (Fibro Edema Gelóide – FEG), já que a área acometida é menos profunda, atingindo a derme. Neste plano, as vibrações causadas pelas ondas sonoras ajudam a “quebrar” as fribroses e celulites, realizando efeitos fibrolíticos, que diminuem a esclerose tecidual com as fricções moleculares. Produz-se uma fragmentação das moléculas grandes de modo a diminuir a viscosidade do meio, que na celulite encontra-se aumentada. Vale lembrar que não basta usar somente o ultrassom no protocolo de tratamentos destes tipos. É necessário manipular sempre a região após a aplicação do ultrassom, usando pressão negativa da endermologia ou vácuo, massagem modeladora ou drenagem linfática. Os resultados começam a aparecer após 10 sessões, realizadas 2 a 3 vezes por semana.

As aplicações mais comuns na estética estão no tratamento de celulite, fibroses e cicatrizes, ou quando se deseja melhorar a penetração de algum ativo (fonoforese).

É importante ressaltar que para melhor eficácia do tratamento, devemos nos atentar à técnica e tempo de aplicação. Pode-se estabelecer o tempo de 2 minutos por 10 cm² de área tratada, e o uso de bastante gel condutor é imprescindível, para que o cabeçote se mantenha o tempo todo acoplado à pele, e para que não seja dispersada a energia emitida pelas ondas sonoras. O mesmo deve ser feito quando realizada a fonoforese.

Uma alternativa comumente utilizada na fonoforese para evitar gastos de produto, é a aplicação do gel condutor logo após o princípio ativo. Desta forma, garantimos que o cabeçote estará todo tempo acoplado e que estamos alcançando a maior penetração do ativo previamente aplicado. Em casos de fonoforese, o último passo do protocolo é a aplicação do ultrassom. Assim, não devemos manipular a área para que não haja dispersão do princípio ativo penetrado.

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